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Greve esvazia estoque de gás na Região do Polo Têxtil
Data: 09.11.2012 | Fonte: O Liberal Online
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A paralisação dos engarrafadores e distribuidores de gás de cozinha na RMC (Região Metropolitana de Campinas) chegou a zerar o estoque de revendedores em cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) desde o final da semana passada. Em função da greve, apenas duas distribuidoras mantiveram as atividades em nível normal nos últimos dias em Paulínia, cidade que abastece a região com o produto.

A alternativa para manter os estoques foi recorrer à distribuição em outros estados, principalmente Minas Gerais. Nos estabelecimentos consultados pelo LIBERAL, não houve aumento de preço, mas há lugares em que o botijão é vendido por R$ 50.

O proprietário de um depósito na Vila Dainese, em Santa Bárbara dOeste, Henrique Rossi, que trabalha com a bandeira Liquigás, chegou a contratar duas viagens às cidades de Uberlândia e Betim, em Minas, entre sábado e segunda-feira, para manter o estoque, mesmo que em nível baixo.

Nesta quinta-feira (8), todos os botijões no depósito barbarense estavam vazios, sem garantia de reposição. "Estou tendo 20% a mais de despesa para conseguir o estoque. Também tenho depósitos em Limeira e Rio Claro. Movimentava entre 1,5 mil e 1,8 mil botijões por dia. Essa semana está entre 400 e 500", comentou.

Um revendedor do bairro Bela Vista, em Americana, que pediu para não ser identificado, afirmou que deverá ficar sem nenhum botijão disponível para venda por volta das 12 horas desta sexta-feira (9).

"A situação está muito difícil. Fiz um pedido na sexta-feira e não recebi nada desde então. Desse jeito devo fechar amanhã (hoje) se não tiver alguma mudança, vou ficar com o estoque vazio", relatou.

O dono de um depósito no Cidade Jardim, Jorge Luiz Girella, que atua com a bandeira Servgás recebeu apenas metade do necessário no último pedido que realizou à distribuidora.

"Preciso repor cerca de 100 botijões a cada dois dias. Da última vez me mandaram apenas 50. Preciso racionar".

Já no Parque da Liberdade, o proprietário Wilson Martins, que trabalha com a Vic Gás, também recebeu quantidade inferior ao encomendado essa semana. "Precisava de cerca de 50 botijões. Recebi 30", destacou.

A reportagem do LIBERAL apurou que as demais cidades da RPT também tem enfrentado o problema de desabastecimento de gás de cozinha. Os revendedores também tem encontrado dificuldade para adquirir o produto até mesmo fora de São Paulo, já que os outros distribuidores de outros lugares querem garantir a oferta de produto para a localidade em que se encontram.

Em Paulínia, apenas os distribuidores Consigaz e Servigás mantiveram as atividades em meio à greve, após acordo interno com seus funcionários.

Na última contraproposta, a categoria pediu aumento salarial de 8,5%, vale-refeição diário de R$ 24, cesta básica de R$ 360 e PLR de 220%. O Sindigás, sindicato patronal, ofereceu 6% de reajuste e 160% de reajuste no PLR.


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