Boletim informativo do Sindigás 
                         Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de  Gás Liquefeito de Petróleo 
                                              29  de agosto de 2005 – Ano 1 – Número 2  

 

 

Prezado amigo (a) ,

 

Este informativo do Sindigás, que temos a honra de lhe enviar, tem por objetivo informar, em resumo,  
as 
 principais novidades da indústria do GLP. Clicando em cada item, você poderá acessar informações  
mais completas, no site
www.sindigas.com.br

 


GLP perde espaço para a lenha no consumo residencial

Os consumidores brasileiros estão trocando o botijão de gás pela lenha, como energético em suas  
residências.  Entre 2000 e 2004, a participação do GLP no consumo residencial caiu de 31% para 27%,  
enquanto uso da lenha  subiu de 32% para 38%. Esses dados foram divulgados por Adriano Pires, do  
CBIE (Centro Brasileiro de  Infra-Estrutura) em palestra no 1o Encontro do Fórum Permanente de GLP,  
realizado em Brasília, com a presença  de representantes dos ministérios das Minas e Energia,  
Fazenda (SEAE), Justiça (SDE) e Meio Ambiente, além  da ANP, Petrobras e empresas do setor de GLP.


Segundo Adriano Pires, “o maior consumo da lenha é um retrocesso terrível, que conspira contra o  
meio ambiente e a saúde da população de baixa renda”. A queima de lenha nas residências é nociva à  
saúde devido às  emissões de CO, particulados, benzeno e formaldeído. A inalação dessas substâncias  
causa doenças pulmonares,  reduz a capacidade de trabalho e eleva os gastos governamentais com  
saúde.  O presidente do CBIE argumentou que, se o Governo reconhece o GLP como um insumo de  
primeira necessidade para a população, é incoerente manter a carga tributária nos níveis atuais, acima  
da que incide sobre o gás natural e sobre outros combustíveis mais poluentes. O percentual de impostos  
no preço final do botijão de GLP (P-13) subiu de 21% para 22% entre junho/2004 e junho/2005.  
O Sindigás tem insistido junto ao governo federal e estadual para que se defina um patamar de carga  
tributária mais adequado à relevância social do GLP, como forma de torná-lo mais  acessível à 
população.


Veja a íntegra da apresentação em : 
 
http://www.sindigas.com.br/sala_imprensa/multimidias/download/ApresentacaoGLP-23-08-05-VF.ppt

 

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Entraves ao GLP causam distorções na matriz energética

A eliminação das restrições de uso do GLP, oriundas de um contexto superado mas ainda vigentes,  
poderia ser um importante instrumento para que o produto tenha participação mais relevante na matriz  
energética brasileira – afirmou Bolívar Moura Rocha, no
1o Encontro do Fórum Permanente de GLP,  
realizado pelo Sindigás em Brasília, no dia 23 de agosto. Em função de um cenário de risco de  
desabastecimento no Brasil durante a primeira Guerra do Golfo, em 1990-91, o CNPE vetou o uso do GLP  
em caldeiras, motores de qualquer espécie e outras aplicações. Naquela época havia grande dependência  
de importação, mas hoje o Brasil está atingindo a auto-suficiência nesse produto, enquanto a dependência  
externa do gás natural é de 42%. Em sua apresentação, Bolívar Rocha alinhou vários outros instrumentos  
possíveis, como a adequação da carga tributária, o uso da CIDE e a ampliação do Auxílio-Gás, para que o  
GLP possa tornar-se uma alternativa segura para a indústria em caso de desabastecimento de gás natural  
no país.

Sócio do escritório Levy & Salomão Advogados, Bolívar Moura Rocha foi Secretário de Acompanhamento  
Econômico do Ministério da Fazenda,  Secretário Executivo do Ministério da Indústria e Comércio, presidente  
do Conselho de Administração do BNDES e chefe de gabinete do Ministério da Fazenda.

 

Veja a íntegra da apresentação em :
http://www.sindigas.com.br/sala_imprensa/multimidias/download/BoliviarSindigas.ppt

 

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Sindigás denuncia pirataria do setor do GLP

A pirataria conseguiu uma forma de atuar na distribuição de GLP, denuncia Sergio Bandeira de Mello,  
presidente do Sindigás.
Três empresas no Brasil se beneficiam atualmente de decisões judiciais para  
terem a permissão de encher e comercializar o GLP em vasilhames de outras distribuidoras. Estas  
decisões, no entanto, atentam contra as normas da ANP e contra práticas internacionalmente consagradas  
de segurança e de defesa do consumidor.
Em resumo, as empresas que enchem e comercializam vasilhames  
de outras não investem na compra de novos botijões nem na conservação de botijões usados. Assim, o que  
elas  colocam dentro dos lares brasileiros, irresponsavelmente, pode ser uma espécie de bomba relógio,  
um  “botijão assassino”.

Bandeira de Mello afirma que “vender gás em botijões de outros, sem manutenção, é como vender passagem  
aérea sem fazer manutenção nas aeronaves". Além de correr perigo de acidentes, o consumidor não teria a  
quem reclamar, pois
essas empresas, usando botijões de outras marcas, sabem que nunca poderão ser  
responsabilizadas em caso de sinistro, já que o consumidor não terá como provar de onde veio o produto.  
O Sindigás atua em parceria
com a ANP nos processos judiciais contra os botijões piratas.
Mas é fundamental que os consumidores participem
também dessa luta.

Alerta anti-pirataria e dicas ao consumidor:  
http://www.sindigas.com.br/sindigas/opina.asp

 

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Outros dados:

Verifiquem a Composição do Preço do Botijão de 13 kg e a forte carga tributária:  
http://www.sindigas.com.br/estatisticas/index.asp?id_tipo=2
 
Vejam a evolução de participação  de mercado das principais empresas Distribuidoras de GLP  
ao longo dos anos últimos anos: 
http://www.sindigas.com.br/estatisticas/index.asp?id_tipo=1

 

Mapa do ICMS nos estados do Brasil: 
http://www.sindigas.com.br/estatisticas/index.asp?id_tipo=5 

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