Boletim informativo do Sindigás
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo 
5 de dezembro de 2006 – Ano 2 – Número 23

Prezado amigo (a) ,

Este informativo do Sindigás, que temos a honra de lhe enviar, tem por objetivo informar, em resumo, 
as  principais novidades da indústria do GLP. Clicando em cada item, você poderá acessar informações 
mais completas, no site www.sindigas.org.br

Evento para jornalistas destaca evolução do setor de GLP

Para lançar o livro “GLP no Brasil – Perguntas e Respostas”, hoje, 5/12, na sede do IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo,
o Sindigás realizou uma coletiva de imprensa, com a participação de jornalistas dos principais veículos de comunicação.
Estiveram presentes representantes das empresas Copagaz, Liquigás e SHV Gas Brasil, além do presidente do Sindigás,
Sergio Bandeira de Mello e do secretário executivo do IBP, Álvaro Teixeira. Em sua apresentação, seguida de perguntas
dos jornalistas, o presidente do Sindigás informou os dados já disponíveis sobre a performance do setor em 2006.
Registra-se neste ano uma pequena recuperação que reverte a tendência de queda de consumo registrada nos anos anteriores,
mas além disso há perspectivas de sobreoferta na produção nacional de GLP nos próximos anos. Bandeira de Mello
alertou para a necessidade de se reforçar o Auxílio Gás como forma de conter o consumo de lenha pelas famílias carentes.

Em breve, o livro poderá ser acessado também no site do Sindigás, em versão eletrônica que será constantemente
atualizada.

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Veja a apresentação do presidente do Sindigás

O GLP no Congresso Nacional

“O Poder Legislativo trabalha hoje com um volume significativo de informações a respeito da importância do GLP para
a matriz energética. Proposições relevantes estão em tramitação, enquanto outras que, não obstante as boas intenções
de seus autores, poderiam causar prejuízos aos consumidores, têm sido arquivadas ou rejeitadas” – afirma o cientista
político Thiago Borges Skaf, em seu artigo “Gás de cozinha no Congresso Nacional”, publicado no jornal Correio
Braziliense em 28/11/2006 e disponível no site do Sindigás, na seção “Sindigás Opina”. Segundo ele, quando surgiram as
primeiras notícias sobre o risco de interrupção do fornecimento de gás natural boliviano para o Brasil, após a posse de
Evo Morales, grande parte dos parlamentares, assim como a maioria da população, não sabia a diferença entre o gás
natural e o gás liquefeito de petróleo. Isto porque a percepção popular não dissociou o gás natural do gás de cozinha.
A atuação do Sindigás e dos sindicatos de revendedores, em seminários e audiências públicas, tem estimulado a
interlocução entre os representantes do setor e os parlamentares, diz Thiago Skaf, salientando a importância do diálogo
democrático e transparente dos segmentos da sociedade com as diversas instâncias do poder público.

Leia a íntegra do artigo

Emenda Constitucional poderá desonerar impostos do GLP

Foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, a admissibilidade da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 292/04, de autoria do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), que proíbe a União,
os estados, o Distrito Federal e os municípios de instituir impostos sobre a produção e a comercialização de GLP no mercado
interno. O relator, deputado José Pimentel (PT-CE), destacou o alcance social da medida, lembrando que o gás de cozinha é
utilizado em 42,5 milhões de domicílios brasileiros, o que representa 95% da população. Pimentel observa que os impostos0
representam 25,1% do preço do botijão de gás, e que o impacto dessa tributação afeta principalmente os consumidores das classes
D e E. Uma comissão especial será criada na Câmara para analisar o mérito da PEC, antes de sua votação em dois turnos pelo
Plenário da Casa.

Veja a notícia da Agência Câmara – DF

Uso da lenha nos lares continua muito alto

A participação da lenha na matriz energética brasileira, segmento residencial, está em torno de 38%. Este mesmo índice havia
sido registrado no início do Plano Real e caiu sensivelmente nos anos seguintes chegando a 31% em 1998, mas depois subiu
e voltou aos patamares de 1994. A participação do GLP, por outro lado, subiu de 1994 a 1996 (quando chegou perto de 34%)
e desde então veio caindo até atingir 27% em 2004, segundo dados do Ministério das Minas e Energia. A Organização Mundial
de Saúde (OMS) adverte que doenças associadas à fumaça originada do uso da lenha provocam a morte de 1,6 milhão de pessoas
por ano, no mundo. “Por esse motivo alguns países em desenvolvimento decidiram subsidiar o GLP para as famílias de menor poder
aquisitivo como forma de viabilizar a substituição do uso da lenha, mas o Brasil infelizmente ainda está na contramão do mundo, pelo
menos enquanto deixarmos as coisas seguirem como estão, enquanto o GLP não tiver um tratamento fiscal que seja compatível com
sua grande relevância social” – afirma o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello.

Notícia do jornal O Dia (RJ) sobre Auxílio Gás

Veja também:

Abastecimento em Números (boletim da Superintendência de Abastecimento da ANP):
dados atualizados sobre o setor de Downstream.

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