Boletim informativo do Sindigás
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo 
27  de  agosto  de 2007 – Ano 3 – Número 33

Prezado amigo (a) ,

Este informativo do Sindigás, que temos a honra de lhe enviar, tem por objetivo informar, em resumo, 
as  principais novidades da indústria do GLP. Clicando em cada item, você poderá acessar informações 
mais completas, no site www.sindigas.org.br

GLP foi destaque em evento dia 21 no Congresso Nacional

A Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional realizou, no dia 21 de agosto, o 
seminário “Petróleo, Gás e Combustíveis: Desafios e Perspectivas”, no Salão Nobre da Câmara 
dos Deputados. Segundo Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás – que patrocinou o 
encontro juntamente com o IBP e o Sindicom -, pela primeira vez o setor de GLP ocupou 1/3
do tempo total de um evento no Congresso Nacional, “sinal de que na casa temos atenção
para este energético”. Durante o seminário, foi lançado o Volume II do livro “GLP no Brasil – 
Perguntas freqüentes”, desenvolvido com base no trabalho da Booz Allen e que apresenta uma
proposta de valor do GLP para a sociedade brasileira. “Trouxemos para ser o nosso palestrante
Augustín Castaño, consultor sênior da Booz Allen. Na mesa de debates, chamamos a atenção
para os projetos que tramitam na Câmara e no Senado e que tratam o GLP da forma adequada
a sua relevância social,” disse Bandeira de Mello. O painel do Sindigás no seminário teve a 
participação do senador Heráclito Fortes e do deputado Eduardo Gomes.

Veja a apresentação do consultor da Booz Allen Hamilton


Modelo peruano inibe investimentos

O excessivo poder de intervenção do Estado no Peru cria um ambiente de insegurança jurídica
que inibe os investimentos no setor de GLP. A avaliação é de Alexandre Aragão, procurador do 
Estado do Rio de Janeiro e professor de Direito Administrativo da Uerj (Universidade Estadual
do Rio de Janeiro). Segundo ele, os efeitos dessa conjuntura de instabilidade institucional são
perversos para a população peruana, que acaba não tendo acesso a um produto de alta qualidade
e segurança. “O modelo brasileiro tende a ser menos intervencionista no mercado, atuando apenas
no sentido de garantir o direito dos consumidores e a segurança da sociedade. Já no Peru, o Estado
pretende planejar a própria atividade”, analisa Aragão.

Veja a apresentação do diretor da Asociación Gas LP Peru

Focamos no consumidor ou fortalecemos cartórios?

Quando se trata de influenciar normas e legislações, precisamos estabelecer parâmetros
avançados. Em regulamentações direcionadas, em especial, a setores de utilidade pública, como,
por exemplo, o de produção, distribuição e revenda de GLP, é preciso focar em alguns benefícios 
sem os quais qualquer possível projeto deve ser imediatamente arquivado. Não se pode discutir 
uma iniciativa que não atenda, minimamente, a melhorias para o consumidor final no que toca a 
eficiência de preço e qualidade do produto e de serviços. Este é o assunto do novo “Sindigás Opina”.

Leia o texto completo do “Sindigás Opina”

 

SINDIGÁS ENTREVISTA

 

Ubiratan Clair, coordenador da Comissão de GLP do IBP e Diretor da Liquigás

 

Se existe Sindigás, se existem as empresas agindo em favor ao GLP, por que foi criada a Comissão de GLP do IBP?

O Sindigás é uma entidade de classe que une as empresas do setor em torno de assuntos  empresariais comuns. A comissão IBP foi criada para focar o produto GLP em relação aos  aspectos de oferta, demanda, qualidade, disponibilidade e competitividade com os demais energéticos. Além disso, dentro do IBP existem diversas outras comissões para tratar de  outros produtos. Faltava uma comissão só para o GLP.  

Quais são os objetivos da Comissão?

A Comissão - da qual fazem parte empresas distribuidoras, a Petrobras, a ANP e  fornecedores de equipamentos e serviços - vai discutir em primeiro lugar o incremento  do GLP na matriz energética brasileira. Hoje, o GLP tem uma participação pequena em  comparação aos demais energéticos. E, se nada for feito, a tendência é cair cada vez mais.  Além disso, pretendemos posicionar o produto não apenas como o gás utilizado para cocção,  mas também como um energético capaz de competir com o óleo diesel e o gás natural. Para isso, o GLP precisa ocupar um novo espaço em função de seus atributos, que seriam  o alto poder calorífico, a facilidade de transporte e a sua enorme capilaridade no mercado  brasileiro. O GLP consegue chegar em lugares remotos e é o backup natural de qualquer  instalação que utilize o gás natural como energético, sobretudo nos grandes centros, que  exigem combustíveis com baixo índice de emissões poluentes.

Existem iniciativas para realizar a curto prazo?

Sim. Uma das iniciativas é disponibilizar para todos os interessados, produtores ou distribuidores, cursos técnicos para disseminar informações sobre o GLP, envolvendo suas aplicações e aspectos de saúde, segurança e meio ambiente.  Estão previstos dois cursos específicos que serão incorporados a grade de eventos já existentes no IBP. 

 

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