Já se tornou corriqueiro que, ainda nos primeiros dias
de cada novo ano, seja anunciada variação de preço
do Gás LP do produtor para as distribuidoras. Sem entrar
no debate sobre as políticas de preços dos produtores,
já que isso depende de cada elo da cadeia, o Sindigás
expressa sua preocupação de que, novamente, essa
variação de preço se dê somente para
o Gás LP destinado à comercialização
em embalagens maiores que 13 kg. Isso afeta os custos, por exemplo,
dos recipientes de 20 kg, 45 kg, 90 kg, 190 kg e da modalidade
granel.
Com esse aumento, sobe, em média, para 52% a diferença
entre o preço, no produtor, do mesmo Gás LP para
embalagens menores que 13 kg e aquele destinado às outras
embalagens. O temor da entidade é o aumento do número
de acidentes causados no processo de transvase ilegal do produto.
Nos últimos anos, os poucos acidentes reportados em postos
revendedores de Gás LP ao longo do Brasil ocorreram devido
a esse procedimento, já que alguns comerciantes pouco escrupulosos,
entusiasmados pelo “prêmio” financeiro, compram
botijões de 13 kg e transferem seu conteúdo para
outras embalagens. Esse processo é proibido e muito perigoso,
principalmente da forma amadorística com que é realizado.
Além disso, a fiscalização desse processo
é praticamente inviável, já que são
mais de 30.000 pontos legalizados de venda e mais de 100.000 clandestinos.
A avaliação do Sindigás é que o preço
diferenciado incentiva essa prática, que é extremamente
perigosa e frauda o consumidor final. A solução,
para a entidade, é a diminuição do “prêmio”
aos adulteradores. A diferenciação entre os preços
precisa ser diminuída, e não ampliada.
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