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SINDIGÁS
ENTREVISTA
2010:
Combate à clandestinidade continua
Em
2009, a campanha de combate à clandestinidade na venda
do Gás LP foi uma das ações mais importantes
e envolveu o Sindigás, os sindicatos locais, distribuidoras,
revendas e poder público, em diversos níveis.
Em 2010, o esforço irá continuar, sempre com
o objetivo de garantir a qualidade na prestação
de serviço ao consumidor. O presidente do Sindigás,
Sergio Bandeira de Mello, faz um balanço dos resultados
obtidos e dos desafios que ainda serão enfrentados.
1.
Qual a importância da campanha de combate à clandestinidade
na venda do Gás LP?
Sergio
Bandeira de Mello - A clandestinidade traz insegurança
para a sociedade. Infelizmente, a informalidade é algo
tolerado em nossa sociedade. Isso faz com que seja ainda mais
difícil combater a revenda pirata. Por esse motivo,
nos esforçamos para orientar o consumidor sobre os
perigos da clandestinidade e sobre as formas de identificar
a revenda e o botijão legais.
2. Esse combate trouxe resultados?
Sergio
Bandeira de Mello - A iniciativa trouxe muitos resultados.
Nos estados em que conseguimos formar o tripé mínimo,
qual seja, vontade real da revenda, apoio do poder público
para combate e choque de ordem e existência de um sindicato
da revenda forte e organizado, revertemos, de forma conjunta,
a existência de revendas clandestinas. A diminuição
nessa modalidade de comércio foi da ordem de 70% a
90%.
Trata-se de um trabalho sem fim, mas usamos de armas novas
e mais bem desenvolvidas. O que era uma campanha ganhou formato
de processo de certificação, com a identificação
dos pontos de vendas e meios de transporte com certificados,
para ajudar o consumidor final a diferenciar a revenda legal
da clandestina.
A ANP também entrou nesse combate, ampliando a fiscalização,
buscando quem abastece os clandestinos e colocando sua Central
de Relacionamento com o Consumidor à disposição,
através do telefone 0800 9700267. É importante
ressaltar que o revendedor que entendeu a premência
do combate à clandestinidade, transformou seu negócio,
ganhou em profissionalismo e contribuiu para a saúde
do setor.
3. E o consumidor final, o que ganhou com isto?
Sergio
Bandeira de Mello - Primeiro, o consumidor ganhou
mais segurança, pois as revendas clandestinas não
atendem a exigências mínimas de armazenamento
de nosso produto. Some-se a isso o aumento da segurança,
que mostra que o serviço está dando um salto
de qualidade, nossos revendedores estão voltando a
investir em meios de transporte eficientes e ágeis,
em centrais telefônicas para atendimento dos pedidos,
em capacitação de pessoal e na contratação
de muita mão de obra formal. Esse salto de qualidade
se converte em um enorme ganho para o consumidor, que vê
o regresso da qualidade e intimidade no atendimento.
4.
A pirataria pode ser considerada como algo do passado?
Sergio Bandeira de Mello - Assim gostaríamos,
e o compromisso dos altos executivos das distribuidoras é
total para este fim. Mas ainda temos muito que andar e muitos
estados ainda precisam ser organizados. Precisamos ainda de
mais compromisso dos poderes locais para um choque de ordem
eficiente. Precisamos também que o consumidor se engaje
nesse combate e que não compre em locais sem autorização
da ANP e dos Bombeiros.
O botijão pirata é facilmente identificável,
mas precisamos educar o consumidor e este precisa estar atento
no momento da compra. Ele deve confirmar se o nome da empresa
estampada em alto-relevo no corpo do botijão coincide
com a marca do lacre e com a do rótulo de instruções
de segurança ou com as marcas de uso autorizado, listadas
no rótulo.
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