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A guerra contra a clandestinidade Data: 25/11/2008
A luta contra a eliminação da revenda clandestina de Gás LP em todo o Brasil é árdua, mas encontra na revenda organizada em sindicatos e associações, nas empresas distribuidoras do produto e no poder público, em especial a Agência Nacional do Petróleo (ANP), guerreiros incansáveis. Mas é importante que participe ativamente desta batalha um aliado crucial: o consumidor. É ele quem pode decidir o resultado dessa batalha e também se quer sair dela vencedor ou perdedor.
É este combatente importante – o consumidor – que estamos chamando para participar mais ativamente desta luta ao lançarmos este ano a campanha "Revenda Legal", que chega no dia 29 de outubro ao Rio Grande do Sul. Qual a novidade nesta etapa? Vamos para o Rio Grande do Sul para trabalhar duas frentes importantes, a primeira é a conscientização do consumidor final e especialmente do vizinho para que ele denuncie a revenda clandestina. Para tanto, o Sindigás e o Singasul (Sindicato dos revendedores do Rio Grande do Sul), desenvolveram um campanha que entrega material visual para identificação do revendedor autorizado. Um revendedor não autorizado não terá o broche no uniforme, não terá o cartaz no caminhão, não terá o letreiro na porta da sua revenda. Além de uma intensa campanha de rádio. Paralelamente, o consumidor vai ser impelido e chamado a denunciar os locais sem estas identificações.
A guerra contra os pontos-de-venda clandestinos vai além do legalismo. O clandestino denigre a imagem do Gás LP e de um setor que o faz chegar a 43 milhões de lares todos os meses, em todo o território nacional. Pode até não chegar água, eletricidade, esgoto em um determinado lugar, mas o Gás LP vai até lá. Mensalmente são 33 milhões de botijões de 5, 7, 8 e 13 kg comercializados no Brasil, sem contar outras embalagens e formas de entrega e transporte, que já ultrapassam 25% das vendas mensais do produto.
É importante que se entenda a diferença entre um revendedor autorizado e um ponto-de-venda pirata. O Gás LP chega ao consumidor em embalagens retornáveis, o que exige das empresas Distribuidoras (21 autorizadas no Brasil) e de seus parceiros Revendedores (cerca de 35 mil uma logística sofisticada para que o produto seja entregue de porta em porta. Mesmo assim, não constamos nas listas dos Procons nem entre as 30 principais queixas de consumidores. Isso significa que comercializamos um produto de forma segura, confiável e com qualidade.
E o que dizer da revenda clandestina? Sem licença para vender o produto, ela não tem compromisso com o cliente, não se responsabiliza nem pode ser responsabilizada por qualquer problema que o consumidor possa ter. E o pior: existe risco real para quem mora ou trabalha ao lado ou próximo a um local que não cumpre com as normas de segurança para o armazenamento e prevenção de incêndio de nosso produto. Por isso, o clandestino é um problema de vizinhança. O vizinho deve denunciá-lo por entender que o risco é inaceitável para ele. Mas isto não ocorre. O vizinho não percebe o risco e acha bacana ter gás ali, a mão, a qualquer hora, e até poder pagar na caderneta, sem contar que o preço é um pouco mais baixo, assim como a sua qualidade. Afinal, como garantir a quantidade correta e a procedência de um produto em um ponto-de-venda pirata?
É importante deixar claro que as empresas distribuidoras de Gás LP são contra a existência de pontos-de-venda clandestinos e não fornecem o produto para estabelecimentos não autorizados. Precisamos então separar o joio do trigo e conscientizar a sociedade que é preciso identificar e banir o joio. Outro passo não menos importante é a criação da Central de Atendimento de Denúncias de Informalidade (051) 3723- 7878. Esta central está aberta para ser alimentada por todos, pelo público final, pelos revendedores, distribuidores, comerciantes, vizinhos desconfiados de irregularidades e quem mais se dispuser a colaborar. Os dados ficam disponíveis para os revendedores, distribuidores e autoridades de forma que todos os que melhor conhecem os problemas do mercado possam, cada qual em seu âmbito de atuação, tomar as devidas providências.
O setor de Gás LP não tem poder de polícia, mas decidiu não cruzar os braços e esperar simplesmente que a força policial faça tudo. Queremos envolver consumidores, revendedores, distribuidores e poder público no combate a uma praga que não pára de crescer e traz prejuízos para o consumidor e para o mercado formal, que gera emprego, que faz investimentos, que paga impostos e que respeita o seu cliente.
Quem ganha com esse combate é consumidor final, que vai ser atendido por uma revenda e distribuição mais profissionalizadas, com mais presteza, garantia, qualidade, assistência técnica, rapidez e potencialmente com preço mais baixo, pois vai tirar um intermediário ineficiente da cadeia de comercialização.
Estamos seguros de que não vamos acabar com os clandestinos com aperfeiçoamento das normas, mas com a separação do joio do trigo, que só pode ser feito com a participação do cidadão. Se este elo não enxergar o clandestino como um problema, tudo permanecerá do mesmo jeito. E é preciso virar esse jogo.
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